O que é Druidismo?

O druidismo é uma religião inspirada na espiritualidade dos antigos povos celtas, de origem pagã, animista e politeísta, tem a natureza como sagrada, bem como todas as formas de vida.

Atualmente ela se baseia em estudos acadêmicos que tem como intuito resgatar essa prática espiritual e nas inspirações trazidas pelas práticas modernas. O Druidismo vai além dos livros, pois a cultura celta, tendo a oralidade como instrumentos sagrado nos brindou com a herança cultural que sobreviveu nas comunidades, no cotidiano comum. Algumas pessoas veem o druidismo como sendo um caminho espiritual, outros, como religião ou uma atividade cultural e filosófica.

Os druidas eram os sacerdotes dos povos celtas, a palavra druida, segundo Plínio, estaria relacionada à força do carvalho, árvore considerada sagrada a essa cultura.

 

Quem eram os Druidas?

Por Brendan Myers

Os Druidas eram os filósofos, cientistas, teólogos e intelectuais de sua cultura, e os possuidores da soma dos conhecimentos da sua era.

Os Druidas não eram um grupo étnico ou cultural por si mesmos, mas faziam parte de uma sociedade maior na qual participavam as nações célticas da Europa Ocidental e das Ilhas Britânicas.

Os historiadores romanos escreveram os únicos relatos de primeira mão sobre o antigo Druidismo que possuímos. Embora sejam, geralmente, avaliados como testemunhas hostis, ficavam muitas vezes impressionados com a sabedoria filosófica dos Druidas e seu domínio do conhecimento matemático, científico e astronômico.

O autor romano Diógenes colocou os Druidas entre os mais sábios filósofos do mundo antigo. E Estrabão detalhou que a casta intelectual dos celtas estava dividida em três subcastas diferentes, cada uma com sua própria especialização. Entre todas as tribos, falando de modo geral, há três classes de homens tidos em honra especial: os bárdoi, os ouáteis e os druídai. Os bárdoi são os cantores e poetas; os ouáteis são intérpretes do sacrifício e filósofos naturais, enquanto os druídai, em acréscimo à ciência da natureza, estudam também a filosofia moral.

Seus ensinamentos sobre a ética chegam até nós em pequenos fragmentos e provérbios, aos quais Diógenes Laércio se referiu como enigmas e ditos obscuros. Um deles, que deve ser lembrado e que foi aprendido de cor por muitos Druidas modernos, é o ensinamento de que os Deuses devem ser adorados, o mal não deve ser feito e um comportamento honroso deve ser mantido.

Júlio César confirmou que os Druidas tinham uma crença na imortalidade da alma e que a crença inspirava coragem e até mesmo temeridade no campo de batalha. Ele acrescentou ainda: Eles também têm muito conhecimento das estrelas e de seu movimento, do tamanho do mundo e da terra, da filosofia natural e dos poderes e esferas de ação dos Deuses imortais, dos quais discutem e transmitem a seus jovens estudantes.

Os aprendizes dos Druidas, na Europa Continental, estudariam por um período de vinte anos. As mitologias descrevem Druidas que eram capazes de muitos poderes mágicos, tais como a adivinhação e a profecia, controle do clima, cura, levitação e mudar suas próprias formas ou a de outras pessoas em animais ou pessoas. Mas um Druida não era, rigorosamente falando, exclusivamente um místico ou um mágico. Ele (ou ela) era, sobretudo, um importante funcionário público. Suas habilidades divinatórias e visão mágica eram requisitadas para muitas finalidades sociais e políticas essenciais, tais como aconselhar os líderes tribais ao desempenharem atividades diplomáticas, resolver disputas e reivindicações legais e anunciar o começo das estações agrícolas, tais como o plantio, a colheita e a caça.

A conexão de um Druida com a natureza é a fonte de todos os seus poderes, tanto na sociedade quanto na magia. Pela compreensão dessa conexão, o ser de um Druida é ligado à natureza e, desse modo, ele se torna consciente de tudo que é conhecido pela natureza. Um Druida, então, é um tipo de místico da natureza. Para experimentar o Druidismo, desligue o computador e vá para as florestas e escute. As vozes dos velhos Deuses não estão silenciosas. Sua linguagem é o vento que sopra e as ondas do grande mar que flui.

As principais fontes de informação sobre os antigos Druidas são os relatos de historiadores romanos, os dados fornecidos por restos arqueológicos e a literatura mitológica registrada pelos monges entre os sécs. VIII-XII d. C.

Um dos problemas ao estudar-se o Druidismo academicamente é que os Druidas foram objeto de numerosas perseguições e conquistas, não somente pelos romanos, mas também por nórdicos, normandos, saxões e cristãos. Muito da sabedoria druídica sofreu a censura, evoluiu para algo irreconhecível ou simplesmente se perdeu. É verdade, no entanto, que os romanos nunca invadiram a Irlanda, de modo que esse país se tornou um refúgio para o conhecimento druídico por algum tempo.

Mesmo fazendo isso, descobre-se que, apesar da enorme quantidade de dados culturais presumivelmente perdidos, a disposição verdadeiramente céltica das fontes permanece forte e clara.

 

REFERÊNCIAS:

BELLOUESUS ISARNOS,  Sobre Celtas e Druidas (disponível em http://bellodunon.com/2013/05/30/sobre-celtas-e-druidas/ )

Guimarães, A. Druidismo ontem e hoje ( disponível em http://www.druidismo.com.br/Index/Druidismo/Entries/2010/10/11_druidismo_ontem_e_hoje.html )

Myers, B. Quem eram os Druidas (disponivel em  http://florestademanannan.forumeiros.com/t30-02-os-druidas-druidismo-animais-de-poder-floresta-de-manannan )

O que é o Druidismo (disponível em http://www.obod.com.pt/oqueeodruidismo.htm )