Outono, um ensinamento ecológico!

Um dia em terras brasileiras,

assim como nas Celtas

Encontrei uma linda inspiração.

 

Deuses de olhos negros

Negros, mas que irradiavam,

encantavam e inspiravam

Como os raios de Sol

ao nascer de mais um dia.

 

Em suas peles, marcas e desenhos

em honra aos antigos

Pele em veludo

Cabelos longos, por horas trançados

Sorrisos doces e olhares verdadeiros

Mas não tão doces quanto as palavras de ordem em guiar a luta em honra de seu povo.

 

Podia sentir a respiração divina

como o perfume da noite em ventos leves

Inspirar-me no calor de suas histórias

como a chama de uma alegre fogueira.

 

Mas nossas almas se separaram então,

para muito longe uma das outras

Separadas por um império vendido

em ouro e status doentios.

 

Mesmo sabendo

Que a natureza sagrada nos mantinha unidos

Pela terra a nossos pés

Pelo ar que caminha com o vento

O fogo que arde em nossos corações

Pela água que nos banha.

 

Mesmo assim

A separação doía

Ainda assim

Dor nenhuma me faria ajoelhar

diante de seus símbolos.

 

Sabia que o momento era de tristeza

Mas o triste também faz parte do equilíbrio

Nos mostra novos caminhos

Nos dá novos antídotos

 

Para abrir novamente os olhos

e se encontrar com um novo caminho

Para os encontrar

Um novo raio de sol

entre muros e tolos imperadores.

 

Não importa

o quão um momento possa ser triste

Um novo sol sempre aparecerá

Para amanhecer um novo dia

Uma nova alma

E deixar para trás

Mais um dia da amarga derrota.

 

Afiarei minha espada

E pegarei uma pequena pedra

para simbolizar vocês,

Deuses e Deusas

Manterei seus símbolos

e plantarei suas árvores

Pois nelas nossos segredos nunca morrem

Manteremos vivo no sangue, nas lendas,

no povo, a nossa história.

 

Foi assim que aprendi a viver

com as Flores e Árvores

Pois sei que mesmo sendo triste

perder pétalas e folhas

Sei que são elas que nutrirão a terra

Para que, novamente eu floresça

Na união com os Deuses.