Retiro 2018 do Clã Floresta de Manannán

O retiro da Floresta de Manannán, em Piracicaba, reuniu participantes de longa data e novos num mesmo lugar. Este primeiro reencontro do grupo, em 2018, tornou o clã mais unido e permitiu que a troca de conhecimentos, de experiências e convívio acontecesse. A organização do evento foi realizada pelos integrantes da Ilha de Manannán, que coordenou as funções da estadia e das atividades durante o retiro. Contudo, inevitavelmente, todos colaboraram como podia nas tarefas do dia-a-dia.

O encontro foi marcado desde o início pelo calor do sol no sítio, que possuía uma área verde com horta, piscina e churrasqueira. O sol nos deu boas-vindas com seu calor e permitiu que todos aproveitassem do espaço externo, após se acomodarem nos quartos da casa. Mesmo que as noites tenham chegado frias, a lareira criou um ambiente acolhedor para todos com seu calor.

O segundo dia foi marcado pela realização da cruz de Brighit e pela cura com a Jurema. A cruz de Brighit, mediada por Danilo e Carol, permitiu que entrássemos em sintonia com a energia com Brighit mais facilmente. A dedicação na feitura da cruz possibilitou a renovação das benções para este novo ciclo. Neste mesmo dia, durante a noite, todos participaram da roda de cura com vinho da Jurema, entorno da lareira. Esta cura, com a medicina ancestral desta terra, nos permitiu a conexão com as energias sagradas para nos equilibrarmos.

O terceiro dia começou com a produção do Ramo de Prata, ministrado por Marcos Reis. Esta atividade foi inspirada pelas histórias do Ramo de Prata, ligadas a Manannán Mac Lir, Deus conectado ao Mar e ao Outro mundo. O Ramo de Prata contém 9 maçãs que nos conecta outro mundo, neste caso, foram colocados 9 guizos para representar os três reinos (ar, terra e água) ramificados em três para cada reino, dando a totalidade de 9.
Durante a tarde, Danielle e Cecília ensinaram a todos sobre a criação da firmeza das fadas. Esta firmeza tem caráter individual e como finalidade proteger e conectar com a força da natureza durante o ano. Cada um compôs sua firmeza com os elementos da natureza que desejava.

Ao anoitecer, iniciou-se a preparação para o ritual de Imbolc. O clã Floresta de Manannán se distribuiu nas tarefas de organizar e proteger a todos e ao espaço para que fossem respeitadas as energias locais, dos forasteiros, dos animais de poder, dos antepassados, de Bright e de Manannán. A prática foi acompanhada de sons de tambor e cantos em torno a lareira. Além do rito ter a energia de Bright, que se relaciona às nascentes, ao fogo e à cura, a cerimônia teve a consagração da ayashuasca, medicina nativa, a qual intensificou o trabalho de cura associado a deusa Bright no ritual. O acompanhamento dos mais antigos no clã àqueles que ainda não haviam experienciado tal vivência contribuiu para que o desenvolvimento desta celebração acontecesse de forma que todos ficassem bem, independente da cura que esta medicina precisasse realizar na pessoa. Finalizado o rito, todos se reuniram para comer o saboroso caldo de mandioca, que aconchegou a todos para que tivessem uma noite bem dormida.

No último dia, os membros da Ilha de Manannán explicaram sobre os 9 possíveis caminhos do clã. Os caminhos de sacerdócio e de não sacerdócio possuem suas particularidades, relevâncias e responsabilidades perante ao clã. Após esta conversa foi renovado o compromisso dos membros da Floresta de Manannán com o grupo.

O retiro durou 4 dias cheios de experiências que uniram e fortaleceram vínculos entre seus membros. A compreensão destas variedade e pluralidade de pessoas fez todos se sentirem parte de uma tribo, uma família em comum, conectados, cooperando com as tarefas e conhecimentos. Hoje, só temos o aprendizado, gratidão e a memória do que foi estes dias. Apesar de soar como despedida, este retiro é o início de um novo ciclo e um novo ano.