Rito de Samhain – Floresta de Manannán e Caer Tabebuya

A tarde do dia 02 de novembro começou quente e ensolarada, e por volta das 15h os integrantes dos grupos e convidados começaram a chegar ao sítio em Caucaia do Alto, onde, ao anoitecer, aconteceria o ritual de Samhain.

O clima do grupo já era de celebração. Alguns aproveitavam para colocar a conversa em dia com aqueles que não viam há mais tempo, outros se divertiam contando histórias engraçadas e outros ainda terminavam os preparativos para oferendas e para o jantar que aconteceria depois do rito.

Os preparativos para o rito se iniciavam: os oghans patronos do rito (Bétula, Salgueiro e Abeto) foram cuidadosamente talhados, a fogueira montada, os altares e oferendas organizados com capricho, honrando Deuses, totens e ancestrais. A liturgia do ritual foi dividida entre os presentes, de forma que todos pudessem participar ativamente.

A noite chegou, fria e escura, a Lua quase cheia estava encoberta pelas nuvens. A fogueira foi acesa, magicamente trazendo luz e calor ao círculo de pessoas que se posicionavam. Aos poucos, todos foram silenciando, se acomodando e o rito teve início.

Um ritual profundo, introspectivo e poderoso. Desde as primeiras invocações até a partilha do pão e da cerveja, os participantes se mantiveram em um clima contemplativo, com apenas o som dos tambores e ramos de prata ecoando na noite mágica.

As ações propostas pelos grupos, além de honrarem aos Deuses e aos ancestrais, proporcionaram profundas transformações, dignas do festival que marca o fim e o recomeço do ano. Não houve quem tivesse dúvidas que os Deuses estiveram presentes.

Em certo momento do rito, a integrante do Clã Floresta de Manannán, Carmo Tavares, recebeu a sua iniciação de Vate pelas mãos do líder do grupo, Marcos Reis. Com belas palavras, honra e emoção, ela foi recebida diante da comunidade druídica presente.

Após a finalização formal do rito, as conversas foram retornando gradualmente, o delicioso jantar, com um pernil preparado como oferenda a Dagda pelas bênçãos ofertadas neste ano, acompanhado de batatas assadas e purê de maça, foi servido, e houve aqueles que aproveitaram a fogueira para tocar e cantar em conjunto.

A hora de retornar chegou, e foi com os corações aquecidos e cheios de alegria que nos despedimos, certos de termos vivido uma noite digna do amor dos Deuses.

Fotos por Mandy Brambilla