EBDRC 2018 [Resenha]

A Floresta de Manannán esteve presente no IX EBDRC (Encontro Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta), realizado no Rio de Janeiro entre 31/05 e 03/06 de 2018.

No primeiro dia do evento, Marcos Reis coordenou a vivência (jornada xamânica) “Manannán e as Maçãs de Prata” na qual cada navegante buscaria conhecimentos do mundo mágico. A vivência fluiu tranquila e os feedbacks posteriores foram bastante intensos.

Nessa edição do EBDRC tivemos a visita da escritora Erynn Rowan Laurie, renomada autora que, em sua obra, fortalece o Paganismo e o Reconstrucionismo Celta.

Durante o evento, houve um debate anteriormente nunca visto. Em uma assembleia extraordinária, solicitada pelo CBDRC (Conselho Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta), foi posto em pauta a representação da comunidade por meio do CBDRC. O mesmo abriu ao debate, entre todos os presentes, assuntos que estavam rodando em paralelo, de forma não saudável, e claro, dando margem a entendimentos diversos, com ou sem justificativas.

O principal assunto debatido foi a escolha do local/grupo que sediará o próximo EBDRC (X EBDRC), dando legitimidade ou não à eleição feita anteriormente de forma eletrônica, sendo que nos últimos anos a mesma foi realizada de forma simples à beira do fogo, conhecida como fogueira do conselho. Não há no estatuto uma regra para definição do local do encontro assim, não há escolha certa, errada, melhor ou pior forma, tudo estava pautado no sentimento de como deveria acontecer. Sua resolução se deu no quarto e último dia de evento, quando o CBDRC abriu a possibilidade de uma nova eleição e assim findou o assunto no local, mesmo que este ainda esteja reverberando em toda a comunidade.

O evento também contou com palestras de membros da comunidade sobre  diferentes assuntos pertinentes à espiritualidade celta, oficinas, competições, mercado celta e uma animada festa com show da banda Tailten.

O IX EBDRC, apesar de muito bom, não foi o que mais gostei, comparado ao II (São Paulo – 2011) e ao VI (Curitiba – 2015) que foram, em minha opinião, os melhores. Estive presente em todos os EBDRC, conhecendo-o assim desde a sua criação, por José Paulo (JP) e Juliana Meira do Caer Ynis e Core Tyba, que terão minha gratidão eterna e com certeza serão lembrados por gerações como os construtores da união entre grupos aqui em terras brasileiras. Na sequência, mantendo a mesma coragem, segui abrindo as portas aos irmãos da espiritualidade céltica recebendo a todos para o II EBDRC, que foi realizado em São Paulo.

Neste ano, a visita da Erynn foi uma agradável troca de ideias e experiências, uma sabedoria de décadas colocada em palavras de incentivo e fortalecendo ainda mais minhas ideias e crenças nas atividades xamânicas e o quanto elas agregam na busca e interação com o sagrado, falando da qualidade e responsabilidade no desenvolvimento das atividades e o quanto isto exige estudos e imersão em seus variados contextos para se ter clareza e condução saudável.  A obra de uma vida explanada na construção, do que viemos a conhecer ainda mais e melhor, do Reconstrucionismo Celta.